Para Olavo de Carvalho, essa pergunta jamais foi apenas eleitoral. Ela dizia respeito ao caráter, à responsabilidade moral e ao compromisso com aquilo que ele chamava de realidade.
Ao longo de décadas de escritos, aulas e entrevistas, Olavo combateu de forma constante o denominava "isentismo". Em sua visão, a neutralidade, quando aplicada a disputas que ele considerava civilizacionais, não era uma demonstração de prudência, mas uma forma de omissão.
Sua frase mais conhecida sobre o assunto resume esse pensamento de maneira direta:
"Ou você é pró-comunista, ou é anticomunista. No centro, só o cu."
