O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, detemrinou nesta quinta-feira (10) a retirada do sigilo das investigações do caso Master que tramitam na Corte.
No documento, Fachin afirma: “Tendo em vista a inclusão da Pet 16.662 em calendário de julgamento na sessão extraordinária de 15 de setembro de 2026 e considerando que a Pet 16.662 foi formada a partir da Pet 15.556, solicita-se ao eminente ministro André Mendonça (relator da Pet 15.556), a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos gabinetes dos eminentes ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556, bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados), ressalvado apenas o que diga respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida”.

Situação inédita
O episódio é inédito no STF. A decisão de Fachin de levar o relatório da PF ao plenário aumentou as articulações de bastidores e as apostas sobre se haverá ou não abertura de investigação contra Moraes.
Até o momento, seis votos são considerados mais definidos: Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin estariam alinhados com Moraes; André Mendonça contaria com o apoio de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Há dúvidas sobre os votos de Fachin e Cármen Lúcia. Dias Toffoli teria sinalizado que deve se abster, por se declarar suspeito em desdobramentos do caso Master desde que deixou a relatoria, embora haja quem defenda que ele possa votar por se tratar de questão processual.
