Esse alerta mais recente vem em um contexto de crescente pressão dos Estados Unidos contra nações que mantêm relações comerciais com a Rússia
O senador norte-americano Lindsey Graham, aliado do presidente Donald Trump, intensificou suas críticas ao Brasil, à China e à Índia devido à continuidade das compras de petróleo russo em meio ao conflito na Ucrânia.
Em um post no X (antigo Twitter) publicado nesta quinta-feira, 28 de agosto de 2025, Graham questionou diretamente esses países sobre o impacto de suas ações na morte de civis inocentes, incluindo crianças, em decorrência do apoio econômico a Vladimir Putin.
No post, ele afirmou: “Índia, China, Brasil e outros que sustentam a máquina de guerra de Putin comprando petróleo russo barato: Como vocês se sentem agora que suas compras resultaram na morte de civis inocentes, incluindo crianças? A Índia está experimentando o custo de apoiar Putin. Para os demais, vocês logo também o farão.”.
Confira o post abaixo:
Esse alerta mais recente vem em um contexto de crescente pressão dos Estados Unidos contra nações que mantêm relações comerciais com a Rússia, especialmente no setor de energia. Abaixo, detalhamos ponto a ponto os alertas anteriores feitos por Graham ao Brasil, que reforçam a gravidade de sua posição:
1. Alerta de Tarifas Elevadas
Em julho de 2025, durante uma entrevista à CBS, Graham revelou que o Congresso dos Estados Unidos está prestes a aprovar um pacote de sanções descrito como “o mais relevante da história do país”. Ele alertou que, caso o Brasil continue comprando petróleo russo, poderá enfrentar tarifas comerciais de até 100%, além de sanções secundárias. O senador enfatizou que essas medidas visam forçar o Brasil a escolher entre manter laços econômicos com os Estados Unidos ou continuar apoiando a Rússia.
2. Críticas às Relações Diplomáticas com Putin
Graham também criticou a proximidade de Lula da Silva com Vladimir Putin, especialmente após a visita de Lula a Moscou em 2025 para participar de eventos comemorativos relacionados à vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. O senador argumentou que essa aproximação reforça a imagem de que o Brasil está alinhado com a Rússia, o que, na visão de Washington, contribui para prolongar o conflito na Ucrânia.
3. Sanções Potenciais de até 500%
Em declarações anteriores, Graham mencionou a possibilidade de tarifas de até 500% para países que compram energia russa, caso o Sanctioning Russia Act seja aprovado. Esse projeto de lei, que ele coescreveu, foi descrito como “uma das sanções mais draconianas já escritas” e poderia isolar economicamente nações como o Brasil, afetando profundamente sua economia.
4. Pressão Diplomática durante a Cúpula do Brics
Durante a Cúpula do Brics no Rio de Janeiro, o governo brasileiro publicou imagens em redes sociais que sugeriam reconhecimento de territórios ucranianos como parte da Rússia, gerando controvérsia. Graham utilizou esse episódio para reforçar suas críticas, argumentando que o Brasil está assumindo uma posição que contraria os interesses dos Estados Unidos e da comunidade internacional.
5. Alerta sobre Consequências Humanitárias
No post mais recente no X, Graham destacou o impacto humanitário das ações do Brasil, questionando como o país se sente ao saber que suas compras de petróleo russo estão diretamente ligadas à morte de civis inocentes na Ucrânia. Ele sugeriu que o Brasil, assim como a Índia, logo enfrentará as consequências de seu apoio a Putin.
Repercussões Potenciais
Os alertas de Graham levantam preocupações sobre os impactos econômicos para o Brasil. Caso o pacote de sanções avance, o país poderá enfrentar tarifas significativas, afetando o custo dos combustíveis e a economia em geral. Além disso, as tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos podem se agravar, colocando em xeque a relação bilateral.Até o momento, o governo brasileiro não se pronunciou oficialmente sobre as declarações mais recentes de Graham, mas o alerta já foi discutido em esferas políticas, com senadores norte-americanos também alertando o vice-presidente Geraldo Alckmin sobre as preocupações de Washington com as compras de petróleo russo.
Contexto InternacionalA posição de Graham foi endossada pelo secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que pediu que Brasil, China e Índia pressionem diplomaticamente a Rússia pelo fim do conflito. A Casa Branca já havia sinalizado que, caso a Rússia não aceite um cessar-fogo ou acordo de paz nos próximos meses, os Estados Unidos intensificarão as sanções, incluindo medidas contra países que sustentam economicamente Moscou.
Nota Editorial
As declarações do senador Lindsey Graham colocam o Brasil em uma posição delicada no cenário internacional. A continuidade das relações comerciais com a Rússia, especialmente no setor de petróleo, pode levar a sérias consequências econômicas caso as sanções americanas sejam implementadas. O governo brasileiro enfrenta agora o desafio de equilibrar suas relações diplomáticas e comerciais com a Rússia e os Estados Unidos, em um momento de crescente tensão geopolíticae vai ter que decidir de que lado da balança está.