A Raízen confirmou nesta quarta-feira (11) que protocolou seu pedido de recuperação extrajudicial na Comarca da Capital de São Paulo para renegociar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas.
A empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis enfrenta pressão financeira e busca negociar e reorganizar suas dívidas bilionárias, além de débitos entre empresas do próprio grupo.

As ações da Raízen desabaram mais de 17% no início do pregão desta quarta-feira (11), após a empresa entrar com um pedido de recuperação extrajudicial na noite de terça-feira (10).
A empresa, uma joint venture entre a Cosan e a Shell, enfrenta há meses uma crise ligada ao elevado endividamento. O pedido de renegociação envolve cerca de R$ 65 bilhões em dívidas e busca preservar o caixa para o pagamento de fornecedores e funcionários.
Diferentemente da recuperação judicial, em que todas as dívidas do grupo trabalhistas, com fornecedores e com bancos, por exemplo são renegociadas na Justiça, na recuperação extrajudicial a companhia escolhe um grupo de credores para fechar um acordo e depois homologá-lo no Judiciário.

O grupo Pão de Açúcar, por sua vez, possui uma dívida de R$ 4,5 bilhões e tenta reforçar o caixa para manter as operações, afetadas por prejuízos desde 2022. Segundo especialistas, o cenário financeiro das duas empresas é resultado de decisões de gestão, mas também do nível elevado dos juros no país.