Durante a Convenção Nacional do Partido Social Democrático (PSD), o presidente da sigla, Gilberto Kassab, deixou clara a orientação estratégica da legenda para o próximo pleito eleitoral. Ao explicar a ausência de tratativas para coligações com outras forças partidárias, o dirigente sinalizou uma postura de distanciamento das duas principais correntes políticas do país.
"Portanto, eu não sei se tem algum outro que esteja situado, porque eu acho que todos estão comprometidos com o bolsonarismo e com o petismo, mas nós não temos compromisso nem com o bolsonarismo nem com o petismo", declarou.

ENTENDA MAIS:
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, atua como um cacique político com forte influência pragmática e de centro/centro-direita. Sua participação é marcada por alianças flexíveis, sem compromisso ideológico rígido com Lula ou bolsonarismo. Ele prioriza o crescimento do partido (muitos prefeitos, governadores filiados e bancada).
Participação ministerial existe, mas Kassab distancia o partido institucionalmente e posiciona o PSD como alternativa de “centro” para 2026 (chapa Caiado-Kassab).
Governo Federal de Lula (2023–2026)
-O PSD não integra formalmente a base aliada de Lula. Kassab afirma repetidamente que “não está no governo Lula”, que o partido não fechou questão com o Planalto e que terá candidatura própria (ou aliada) em 2026 contra a reeleição de Lula.
-Apesar disso, o PSD ocupou 3 ministérios por indicação de quadros do partido (não oficiais do partido, segundo Kassab):
Minas e Energia — Alexandre Silveira.
Agricultura e Pecuária — André de Paula (ou Carlos Fávaro em alguns períodos).
Pesca e Aquicultura — André de Paula (em alguns momentos).