Fux vai assumir Segunda Turma do STF a partir de agosto

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Além de Fux e Gilmar, a turma é composta pelos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli e André Mendonça, relator do caso Master.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai presidir a Segunda Turma a partir de agosto, após o período de recesso da Corte.

RELEMBRE O CASO DE BOLSONARO:

A defesa de Bolsonaro entrou com Revisão Criminal (RVC 6021) em 8 de maio de 2026 para tentar anular a condenação de 27 anos e 3 meses no caso do golpe. Aqui está o status e como Fux pode (ou não) interferir:

Status atual do caso
  • Instrumento: Revisão Criminal — ação usada contra condenações transitadas em julgado (definitivas) quando se alega erro judiciário grave.
  • Principais argumentos da defesa:
    • A Primeira Turma não tinha competência (deveria ter sido no Plenário do STF).
    • Cerceamento de defesa (acesso tardio às provas).
    • Colaboração de Mauro Cid seria inválida.
    • Pedem anulação total do processo e absolvição.
  • Relator: Ministro Kassio Nunes Marques (sorteado entre os ministros da outra Turma, conforme regimento).
  • PGR (Paulo Gonet): Já manifestou pela rejeição da revisão, dizendo que a condenação teve "vigoroso conjunto probatório" e que não há erro judiciário.
  • O processo está em tramitação, mas ainda sem data de julgamento

Como Fux pode interferir?Fux pode ter influência relevante porque:
  1. Ele agora integra a Segunda Turma (e assumirá a presidência dela em agosto).
  2. Revisões criminais de decisões de uma Turma normalmente são julgadas pela Turma oposta (no caso, a Segunda Turma).
  3. Composição da Segunda Turma atualmente: Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
Essa Turma é considerada mais garantista (mais favorável a réus) do que a Primeira, especialmente com Fux, Nunes e Mendonça.Papel de Fux:
  • Como futuro presidente da Segunda Turma, ele controla a pauta (pode priorizar ou adiar o julgamento).
  • Ele pode votar favoravelmente à revisão (ele já havia votado pela absolvição no julgamento original).
  • Porém, ele não é o relator (é Nunes Marques). O relator tem mais poder inicial para pedir vista, diligências etc.
Probabilidade de sucesso
  • Baixa a moderada na visão de analistas e do próprio STF. Revisão criminal é instrumento excepcional e o Plenário ou a Turma costuma ser rigorosa.
  • A PGR já deu parecer contrário, o que pesa muito.
  • Mesmo que a Segunda Turma dê provimento parcial, o caso pode subir para o Plenário.
Resumo

A Revisão Criminal existe e está tramitando com relator Nunes Marques, destinada à Segunda Turma.
Fux pode ajudar indiretamente (voto favorável + controle da pauta como presidente), mas não decide sozinho. O resultado ainda é incerto e deve demorar meses.

FUX VAI ASSUMIR A SEGUNDA TURMA

A mudança deve ter impacto significativo em casos sensíveis que estão hoje sob a alçada da Turma: o principal deles é o escândalo do Banco Master, sob relatoria do ministro André Mendonça, que investiga as fraudes praticadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro e as suas ligações suspeitas com o universo político.

Outro caso importante que está na Segunda Turma é o das fraudes do INSS, caso que envolve um robusto esquema de descontos associativos indevidos nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas.

O presidente da Turma tem a atribuição de controlar a pauta e definir o que irá a julgamento em qual dia. Ele também define a ordem de julgamento dos processos, possuindo o poder de priorizar algumas ações em detrimento de outras.

A troca representa uma mudança importante em favor de Mendonça, que tem encontrado em Gilmar Mendes o seu principal opositor na Corte.

Fux entrará na vaga deixada pelo atual presidente, ministro Gilmar Mendes, que encerrará o mandato anual à frente do do colegiado.

A turma é responsável pelo julgamento dos processos que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro e as investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que apura as fraudes no Banco Master.

Além de Fux e Gilmar, a turma é composta pelos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli e André Mendonça, relator do caso Master.

Independência

Durante a sessão desta terça-feira (30), a última antes do recesso, Fux recebeu os cumprimentos dos colegas e defendeu a independência dos ministros para proferirem seus votos.

“Hei de velar para que as divergências não representem discórdia, mas um mero dissenso, com respeito à independência de seus integrantes”, comentou.

No ano passado, Fux deixou a Primeira Turma, responsável pelo julgamento dos processos da trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro. O ministro votou pela absolvição do ex-presidente. Apesar do entendimento, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

reginaldod
reginaldod 24 घंटे पहले
Espero que ao assumir já de andamento nos casos do Bolsonaro para votar e o libertar...
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