EUA x Irã: Saiba o que marcou o 25º dia de guerra no Oriente Médio

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Segundo o jornal NYT, os EUA enviaram uma proposta ao Irã por intermédio do Paquistão.

Nesta terça-feira (24), o conflito envolvendo o Irã completou 25 dias, em meio a relatos contraditórios sobre o progresso da guerra e das tentativas de negociação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os diálogos para encerrar as hostilidades seguem em andamento e declarou que o Irã teria aceitado não desenvolver armas nucleares.

O Irã continua com a narrativa que adotou uma postura mais dura nas conversas, exigindo grandes concessões por parte dos EUA e prometendo resistir “até a vitória”. Autoridades iranianas também negaram, na segunda-feira, que estejam realizando qualquer tipo de negociação com os americanos.

Os ataques na região continuam. O Irã lançou ofensivas contra Israel, Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita, ao mesmo tempo em que relatou agressões contra sua própria infraestrutura energética.

Israel intensificou os bombardeios em Beirute, no Líbano, e o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que o país pretende assumir o controle do sul do Líbano.

Além dos cerca de 5 mil Marines que estão chegando ao Oriente Médio, os EUA estão enviando 3 mil paraquedistas da 82ª Airborne. Navios de assalto anfíbio, Marines, paraquedistas, tudo para assaltar e ocupar ilhas, e tudo isso estará na região do Golfo até sexta-feira.

EUA enviam ao Irã proposta de plano de paz com 15 pontos para encerrar a guerra, diz NYT

Segundo o jornal, a proposta foi enviada ao Irã por intermédio do Paquistão. Ainda não está claro se Israel participou da elaboração ou se concorda com o plano. Também não se sabe se as autoridades iranianas aceitariam os termos.

A emissora israelense Canal 12 afirmou que teve acesso à proposta e disse que as conversas envolvem um cessar-fogo de 30 dias para negociações. Segundo a reportagem, entre os pontos estão:

  • o comprometimento de nunca buscar desenvolvimento de armas nucleares;

  • a limitação no alcance e no número de mísseis iranianos;

  • a desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow;

  • o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah;

  • a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.

Aliados

A posição dos aliados também alimenta a controvérsia. O Paquistão se colocou à disposição para facilitar negociações e teria entregado ao Irã uma proposta dos EUA com 15 pontos para encerrar o conflito.

Já Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos avaliam entrar oficialmente na guerra – os dois países já vêm sendo alvos de ataques frequentes de mísseis iranianos. O Catar, por sua vez, informou que não está mediando diretamente conversas entre EUA e Irã.

Em um posicionamento raro, o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, criticou Donald Trump, afirmando que o conflito viola o direito internacional e prejudica as relações com os EUA.

Ormuz

A disputa de narrativas também se estende ao Estreito de Ormuz. Após Trump dizer a repórteres que poderia dividir o controle da região com o líder supremo do Irã, a embaixada iraniana na África do Sul ironizou o presidente americano, publicando a imagem de um volante infantil colocado no banco do passageiro de um carro.

O Irã começou a cobrar uma espécie de “pedágio” de alguns navios comerciais que passam pelo Estreito, em um movimento que reforça o peso de Teerã sobre o mais importante corredor marítimo de energia do mundo.

Ao mesmo tempo, o país comunicou aos membros da Organização Marítima Internacional que embarcações “não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz, desde que coordenem a navegação com as autoridades iranianas, de acordo com o Financial Times.

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