EUA dizem que tem vários argumentos para ação no Irã, e Trump faz novo alerta

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Trump diss que os EUA poderão usar bases militares para impedir um possível ataque do regime “altamente instável e perigoso”.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta quarta-feira (18) que os Estados Unidos têm “vários argumentos” para justificar um ataque ao Irã. Ao mesmo tempo, o presidente Donald Trump afirmou, em sua rede social, que poderá usar bases militares caso Teerã não feche um acordo.

Estados Unidos e Irã estão negociando um acordo para limitar o programa nuclear iraniano. Teerã afirma que o programa tem fins pacíficos, mas o governo americano afirma que o país quer desenvolver uma arma nuclear.

Em coletiva nesta quarta-feira, Leavitt relembrou o bombardeio realizado pelos EUA em junho de 2025, que destruiu instalações nucleares iranianas durante a guerra entre Irã e Israel.

“Há muitos motivos e argumentos que poderiam ser apresentados a favor de um ataque contra o Irã”, disse. “Esse é um tema que o presidente leva a sério. Ele está sempre pensando no que é do interesse dos Estados Unidos, das Forças Armadas e do povo americano.”

Trump continua priorizando uma solução diplomática. Ela afirmou, no entanto, que houve pouco avanço nas negociações com o Irã.

Logo na sequência, Trump afirmou que o Irã precisa fechar um acordo. Ele disse ainda que os EUA poderão usar bases militares para impedir um possível ataque do regime “altamente instável e perigoso”.

O presidente ainda citou nominalmente a ilha de Diego Garcia. A área é um território estratégico no Oceano Índico que abriga uma base militar usada por Estados Unidos e Reino Unido. No mesmo post, Trump disse ter alertado o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, contra a assinatura de um arrendamento de 100 anos sobre a ilha. Ele escreveu, em letras maiúsculas: “NÃO ENTREGUEM DIEGO GARCIA!”.

Mais cedo, nesta quarta-feira, o site americano Axios afirmou que o governo de Donald Trump está “mais perto de uma grande guerra no Oriente Médio do que a maioria dos americanos imagina”. A reportagem diz que o conflito pode começar “muito em breve”.

Segundo o Axios, caso uma guerra entre Estados Unidos e Irã tenha início, o confronto poderia durar semanas e contar com o envolvimento de Israel.

A publicação afirma ainda que Trump quase ordenou um ataque ao Irã em janeiro, quando Teerã reprimiu com violência protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei.

Apesar de ter optado inicialmente por pressionar pela retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano, Trump determinou o envio de dois porta-aviões ao Oriente Médio, acompanhados de navios de ataque, caças e sistemas de defesa aérea.

EFETIVO MILITAR ENVIADOS AO IRÃ

O efetivo militar dos EUA para o Oriente Médio agora inclui dois porta-aviões, uma dúzia de navios de guerra, centenas de caças e sistemas avançados de defesa aérea — e mais tropas e ativos militares ainda estão a caminho. Mais de 150 voos de carga militar dos EUA já descarregaram armamentos no Oriente Médio e, somente nas últimas 24 horas, mais 50 caças partiram para a região, segundo a Axios.

O deslocamento de aeronaves militares americanas para o Oriente Médio segue intenso nesta quarta-feira. Abaixo, uma fileira de aviões-tanque americanos se deslocam da Europa para o Oriente Médio.

Outros aviões-tanque KC-135 Stratotanker e KC-46 Pegasus estão decolando de outras bases nos Estados Unidos rumo ao nordeste, muitos provavelmente se preparando para cruzar o Atlântico em direção à Europa e ao Oriente Médio. Movimentação nas últimas 48 horas de ativos militares americanos para o Oriente Médio é sem precedentes e antecipa um provável ataque de grandes proporções contra o Irã.

•48 caças F-16

•12 caças F-22

•18 caças F-35

•6 aeronaves E-3G Sentry AWACS

•Cerca de 40 aviões de reabastecimento aéreo

•Pelo menos 1 avião de inteligência estratégica do tipo RC-135V Rivet Joint

Nível máximo de prontidão, e isso antes mesmo da chegada do porta-aviões americano Gerald Ford.

Cinco aviões-tanque de reabastecimento aéreo KC-135R/T Stratotanker decolaram na última hora da Base Aérea de MacDill em Tampa, Flórida, rumo ao nordeste dos Estados Unidos, para provavelmente cruzar o Atlântico em direção à Europa e Oriente Médio.

O USS Gerald R Ford, que estava no Caribe, ativou brevemente o seu AIS hoje de manhã para mostrar que está se aproximando rápido do Estreito de Gibraltar, com a entrada no Mediterrâneo prevista para as próximas horas. Uma vez no Mediterrâneo, poderá atuar ao largo da costa israelense ou então entrar no Mar Vermelho pelo Canal do Suez.

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