Assassinato de Mahmoud Haqiqat: Tensão Aumenta no Sudeste do Irã

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Ele era o antigo chefe da inteligência da cidade e era responsável pela repressão aos balúchis que se opunham ao regime na cidade.

Em um incidente que reflete as crescentes tensões étnicas e políticas no Irã, o comandante da delegacia de polícia de Iranshahr, Mahmoud Haqiqat (ou Haghighat, conforme variações na grafia), foi assassinado nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026. O ataque ocorreu no sudeste do país, uma região marcada por conflitos envolvendo a minoria balúchi, que há anos resiste ao regime central de Teerã

Haqiqat, ex-chefe de inteligência da cidade, era conhecido por sua participação ativa na repressão a dissidentes balúchis, um grupo étnico sunita que acusa o governo xiita iraniano de discriminação e violações de direitos humanos. De acordo com relatos, o oficial foi alvejado por atiradores desconhecidos enquanto dirigia seu veículo. Um vídeo circulando nas redes sociais, incluindo o X (antigo Twitter), captura o momento do atentado: imagens mostram um carro branco sendo perseguido e atingido por tiros, resultando em uma colisão.

O grupo militante Jaish al-Adl (Exército da Justiça), uma organização sunita balúchi com histórico de insurgência, reivindicou a autoria do ataque, intensificando temores de escalada violenta na província de Sistão-Baluchistão.

O assassinato ocorre em meio a protestos mais amplos no Irã, desencadeados por questões econômicas, corrupção e restrições sociais, que ganharam força no início de 2026. Agências de notícias iranianas, como a Mehr News, descreveram Haqiqat como um "mártir" das forças de segurança, enquanto fontes internacionais destacam o contexto de repressão estatal.

A região de Iranshahr, próxima à fronteira com o Paquistão, é um hotspot de instabilidade, com frequentes confrontos entre forças governamentais e grupos separatistas.Embora alguns usuários nas redes sociais tenham questionado a autenticidade do vídeo, alegando se tratar de imagens antigas (possivelmente de conflitos passados, como os do Estado Islâmico), múltiplas fontes confirmam que o incidente é recente e ligado às atuais agitações.

As forças de segurança iranianas estão em alerta máximo, e analistas preveem possíveis retaliações, o que poderia agravar a crise humanitária na área.Esse evento sublinha as fraturas profundas no Irã, onde demandas por reformas se chocam com a rigidez do regime. O mundo observa de perto, à medida que o país navega por um período de turbulência interna.



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