Bate-bocas marcam sessão no STF sobre escândalo Moraes e Vorcaro

338 بازدیدها· 15/09/26
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⁣⁣Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça bateram boca durante o julgamento na Suprema Corte. "Eu tenho testemunhas de que o ministro André [Mendonça], em reunião, disse: 'Incluam o ministro Alexandre, porque ele está a serviço de um grupo político", disse Moraes ao questionar o ministro André Mendonça que por sua vez disse que o colega mentia na declaração.
Mendonça rebate: "Mentira"

Ainda em sua fala, Moraes rebateu críticas de outros ministros sobre a atuação de agentes da PF (Polícia Federal). O ministro mencionou acusações de uma "Polícia Federal paralela", dicidência hipotética citada por Mendonça e pelo ministro Luiz Fux, que seria responsável por realizar supostas investigações contra magistrados da Corte. "Quem tem medo da PF? Quem chamou a PF e exigiu que ela colocasse um colega na colaboração premiada?", disse Moraes.

Também em crítica ao ministro André Mendonça, o decano da Corte, Gilmar Mendes, disse que "um cidadão que tenha o mínimo de noção" do que significa a Polícia "não faria o afastamento de um diretor-geral", em referência ao comando da PF (Polícia Federal). "É como afastar o presidente da Nasa. Ou tirar o comandante do Exército", afirmou ao se referir à relatoria de Mendonça no Caso Master, que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, na semana passada.

Em seu discurso, Gilmar citou uma "evidente condução político-eleitoral" de Mendonça durante a relatoria: "Isso não se faz, pessoas decentes não fazem isso."

Na sequência, André Mendonça rebateu: "Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não está falando com qualquer um. Respeite este tribunal". Em resposta, Gilmar declarou: "Quem não se dá respeito não merece respeito."

Em seguida, o decano questionou quem seria o "vazador-geral da República". "Quem é o vazador-geral da República? Interessante que nos nossos gabinetes não vaza nada", afirmou. Em resposta, André Mendonça afirmou que "todos os vazamentos tem determinação de instalação de inquérito".

Nunes Marques e Toffoli não votarão

Após a leitura do relatório inicial do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, o ministro Kassio Nunes Marques se declarou impedido e afirmou que não votará no julgamento.

De modo semelhante, o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não votará no julgamento. Desde que deixou a relatoria do caso, Toffoli não vota em nenhum processo relacionado ao Master.
O ministro Flávio Dino interrompeu a fala do ministro Dias Toffoli e, em seguida, o presidente da Corte chamou a atenção de Dino, dizendo que era preciso pedir a palavra ao presidente do Supremo. A questão levou a um bate-boca entre os dois.

Ao debater com Fachin sobre o regimento do Supremo, Dino afirmou que as "capas" dos magistrados são iguais, referindo-se as togas que os integrantes da Corte usam.

Em seguidaDino levou ao decano da Corte, Gilmar Mendes, uma questão de ordem em que questiona os atos praticados pelo presidente do tribunal, Edson Fachin, para tomar para si as relatorias dos processos envolvendo as acusações contra Alexandre de Moraes e André Mendonça e do Inquérito das Fake News.

Nunes Marques e Toffoli decidem não votar; Dino e Gilmar propõem suspender julgamento. Assism termina a primeira sessão e retonro será as 15h.

A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


Assista a live completa: ⁣https://www.youtube.com/watch?v=f_DVZoQLvZI

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